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FIA Girls on Track Brasil vai para o Mitsubishi Cup com time feminino no seu carro

Prova do rally cross-country de velocidade será disputada em Mogi Guaçu (SP), em 11 de maio, véspera do Dia das Mães

A piloto Moara Sacilotti
(TomPapp)

O Mitsubishi Eclipse Cross R #61 da FIA Girls on Track Brasil na equipe Spinelli Racing estará presente na próxima etapa do rally cross-country de velocidade Mitsubishi Cup, que será disputada em Mogi Guaçu (SP), em 11 de maio, com a piloto Moara Sacilotti e a navegadora Elisa Lacerda, que terão o apoio da estudante de engenharia Gabryelle Ramada e da mecânica Ana Cristina da Silva.

Moara, tricampeã brasileira de rally e vice-campeã mundial cross-country de motociclismo, estreou na pilotagem de carros na etapa anterior do Mitsubishi Cup de que a FIA Girls on Track (FIA GOT)  Brasil participou, em 23 de abril, em Pirassununga, no interior paulista. Teve então a companhia do navegador Fábio Pedroso.

A partir desta etapa de Mogi Guaçu, a navegadora do time será a experiente Elisa Lacerda, que tem 29 anos de idade e 15 de rally. Primeiro andou no rally de regularidade Mitsubishi Motorsports, e nos últimos anos disputou a Mit Cup, sempre com seu pai, Valdir Lacerda. Foram campeões da categoria L200 Triton ER da Mit Cup 2022, acumulam muitos pódios, e ela já foi premiada como a melhor navegadora em uma das etapas. 

Inspiração – Elisa é pura animação. “Estou muito feliz em integrar esse time de mulheres no automobilismo, principalmente ao lado da Moara, que eu já acompanhava pelo Instagram e admirava. Espero que possamos continuar representando muito bem as mulheres no rally e servir de inspiração para que outras mulheres venham participar das competições no automobilismo. Acredito que teremos uma ótima sintonia!”, diz ela.

Moara também: “Eu e a Elisa nos conhecemos muito pouco, mas sei que ela é uma navegadora experiente e confiarei 100% no trabalho dela”. Sobre ter uma mulher como navegadora, a piloto é francamente objetiva: “Não muda nada. É uma questão de competência, não de gênero”.

O que deve mudar, e para melhor, é o rendimento da dupla do Eclipse #61, pois além da expertise de Elisa, Moara já tem a experiência da prova anterior, a primeira em que correu de carro em sua vida.

“Estarei mais confiante com o carro, mas não tivemos treinos no período entre as provas. É como na moto, você tem que aprender técnicas para evoluir e para isso é preciso treinar. Não é uma questão de ser mais ousada. Ousadia demais acaba em batida e não queremos bater. Quero ser rápida, mas consciente”, diz a piloto. 

“Cheias de Graxa” – Esta será a primeira vez em corrida de carros para a mecânica Ana Cristina da Silva, que acumula muitos cursos de especialização e muitas atuações profissionais desde 2002. Ela substituirá Patricia Nunes Felix Aguiar, que integrou o time do #61 em Pirassununga, mas, por conta de um novo trabalho, não poderá estar em Mogi.

“Eu tenho muita experiência com transmissão automática, mas sempre gostei desse universo de competição,  e nunca tive oportunidade de estar trabalhando em uma corrida, só torcendo nas arquibancadas mesmo”, conta Ana Cristina.

Mas essa restrição acabou no dia em que ela leu um post no grupo Cheias de Graxa, no Instagram, sobre a atuação do FIA GOT Brasil. Entrou em contato com Bia Figueiredo, que é presidente da CFA (Comissão Feminina de Automobilismo) criada por Giovanni Guerra, presidente da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) em 2023, e coordenadora do FIA Girls on Track Brasil. Mandou seu currículo para a engenheira Rachel Loh, que integra a CFA e o FIA GOT Brasil ao lado de Bia e da especialista em marketing esportivo Bruna Frazão. E foi convocada para estrear na Mit Cup.

“Estou com muito frio na barriga e muito feliz porque, entre as competições de carro, rally em particular é a minha preferida”, completa Ana Cristina.  

Grande aprendizado – Para a estudante de engenharia Gabryelle Ramada, que faz parte da Equipe Fenix Racing na competição estudantil Fórmula SAE, esta será a segunda vez com o time da FIA GOT Brasil na Mit Cup. E entusiasmo é o que também não falta.

“A primeira experiência foi muito boa. O engenheiro e os mecânicos da Spinelli Racing foram muito solícitos em tirar minhas dúvidas e me ajudar. Aprendi muitas coisas sobre o gerenciamento do carro antes dele ir correr e sobre sua revisão quando ele volta. E também aprendi como receber e compreender da melhor maneira os feedbacks da piloto e do navegador em relação ao carro. Foi, e será novamente, uma oportunidade incrível de aprendizado”, comenta Gabryelle.

Apoio – A participação do Eclipse Cross R #61 da FIA Girls on Track Brasil na Mit Cup tem o apoio da Mitsubishi Motors e a especial colaboração da Equipe Spinelli Racing.

“Desta vez não poderei estar com as meninas, pois terei corrida da Copa Truck, em Londrina, no próximo fim de semana. Elas terão a companhia da Bruna Frazão, e eu estarei na torcida por nosso time. Sempre grata à ajuda da Mitsubishi e do Guilherme Spinelli, o dono da Spinelli Racing, em nossa empreitada de abrir mais espaço para mulheres no mercado de trabalho do automobilismo”, conclui Bia Figueiredo, piloto do Mercedes-Benz 111 da ASG Motorsport.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA DA CFA E DO FIA GIRLS ON TRACK BRASIL
Estela Craveiro

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