Velocidade no Asfalto Toyota volta a vencer em Le Mans após quatro anos e assume liderança do FIA WEC Por Kauê Karneiro Publicado em 2 horas atrás Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google+ Compartilhar no Pinterest Tripulação do GR010 Hybrid #7 supera BMW por 10,913 segundos na chegada mais apertada entre os dois primeiros colocados da história do Mundial de Endurance Mike Conway, Kamui Kobayashi, Nyck De Vries – Toyota TR010 Hybrid #07(Charly López / DPPI) A Toyota encerrou um jejum de quatro anos nas 24 Horas de Le Mans ao vencer a 94ª edição da prova, realizada entre os dias 13 e 14 de junho. Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries levaram o GR010 Hybrid #7 à vitória após uma disputa decidida por apenas 10,913 segundos sobre a BMW #20, menor diferença já registrada entre os dois primeiros colocados na história do FIA WEC. A corrida foi acompanhada por um público recorde de 350.105 espectadores em La Sarthe. Além de garantir a sexta vitória da fabricante japonesa em Le Mans, o resultado representou o 51º triunfo da Toyota no Campeonato Mundial de Endurance em 102 largadas. A conquista restabeleceu o índice de 50% de aproveitamento da marca na categoria e a colocou novamente na liderança dos campeonatos de Construtores e de Pilotos. O cenário da disputa foi marcado por mudanças constantes entre os principais candidatos ao triunfo. Apesar de largarem apenas em 14º e 15º lugares no grid da Hypercar, os dois Toyota retornaram à disputa pelas primeiras posições após uma estratégia adotada ainda nos momentos iniciais da corrida para buscar pista livre. Enquanto o Toyota #8 de Brendon Hartley, Ryo Hirakawa e Sébastien Buemi — vencedor da etapa de abertura da temporada 2026 do FIA WEC em Ímola — permaneceu durante boa parte da prova como a principal ameaça aos rivais, o carro irmão enfrentou dificuldades significativas. O Toyota #7 sofreu um furo lento de pneu no início da quarta hora e mais tarde perdeu terreno devido a um problema no sensor do eixo de transmissão. A disputa ganhou novo contorno na manhã de domingo. A segunda intervenção do Safety Car, provocada pelos reparos necessários nas barreiras após o acidente de Ayhancan Güven, da Manthey DK Engineering, na LMGT3, reduziu as diferenças e recolocou o Toyota #7 diretamente na luta pela vitória. A partir daquele momento, quatro carros passaram a dividir o protagonismo da corrida: os Toyota #7 e #8, o Cadillac #12 e a BMW #20. Na reta decisiva, Kobayashi manteve o carro na disputa pelas primeiras posições enquanto de Vries executou ultrapassagens consideradas decisivas para o resultado final, incluindo uma manobra sobre Norman Nato na curva Mulsanne. O momento de acionamento de um Full Course Yellow próximo ao encerramento também favoreceu a estratégia da equipe vencedora. A BMW #20 de Robin Frijns, René Rast e Sheldon van der Linde terminou em segundo lugar. A fabricante alemã chegava a Le Mans embalada pela vitória conquistada em Spa-Francorchamps no mês anterior e voltou ao pódio da classificação geral da prova pela primeira vez desde seu triunfo em 1999. Durante as horas iniciais da disputa, o carro liderou graças aos primeiros stints realizados por van der Linde. O terceiro lugar ficou com o Toyota #8, completando um pódio que manteve três fabricantes entre os quatro primeiros colocados. Logo atrás terminou o Cadillac V-Series.R #12 de Norman Nato, Will Stevens e Louis Delétraz. A tripulação permaneceu na disputa pelas primeiras posições, mas teve sua corrida impactada por uma punição de drive-through por infração em uma Slow Zone e por dois pit-stops de emergência realizados na manhã de domingo. Outro Cadillac que aparecia entre os concorrentes ao topo da classificação era o #38 de Sébastien Bourdais, Jack Aitken e Earl Bamber. Aitken havia garantido a pole position na Hyperpole, enquanto Bamber buscava ampliar seu histórico como bicampeão de Le Mans. A corrida do trio mudou na metade da prova, quando um problema na direção hidráulica provocou a perda de sete voltas. O abandono ocorreu posteriormente. Após a bandeirada, Conway avaliou que o equilíbrio entre os principais concorrentes permaneceu até as últimas horas da corrida e destacou a dificuldade de prever quem sairia vencedor diante do desempenho semelhante apresentado pelos postulantes ao triunfo ao longo da prova. O britânico também descreveu os minutos finais como um período de forte tensão dentro da equipe, ressaltando que o resultado foi consequência de um esforço coletivo. Na LMGT3, a vitória ficou com o Corvette #33 da TF Sport. Ben Keating, Nicky Catsburg e Jonny Edgar garantiram o décimo triunfo da fabricante norte-americana na história das 24 Horas de Le Mans depois de largarem apenas da 17ª posição entre os 25 carros inscritos na categoria. A estratégia da equipe concentrou os primeiros stints nas mãos de Keating. Em sua primeira participação no FIA WEC em 2026 após se recuperar de uma lesão no cotovelo, o piloto norte-americano manteve o Corvette na disputa até cumprir o tempo mínimo obrigatório de pilotagem. A partir daí, Catsburg e Edgar assumiram o comando do carro e conduziram a equipe à liderança definitiva da categoria. Ao analisar a vitória, Keating atribuiu o resultado ao cumprimento integral do planejamento traçado pela equipe, destacando a ausência de erros e punições durante toda a corrida. O norte-americano também ressaltou a contribuição de Jonny Edgar nos cinco stints finais, considerando a atuação do companheiro um dos pontos determinantes para a conquista. O Lexus #78 da Akkodis ASP Team terminou na segunda posição. Hadrien David e Tom Van Rompuy contaram com a participação de Jack Hawksworth, que assumiu papel de substituto na formação e liderou o ritmo da categoria durante as primeiras horas da prova. Com uma atuação consistente dos três pilotos, o carro alcançou seu melhor resultado no FIA WEC. David e Hawksworth registraram ainda as duas voltas mais rápidas da LMGT3. O Aston Martin Vantage #23 da Heart of Racing Team completou o pódio da categoria com Eduardo Barrichello, Jonny Adam e Gray Newell. A equipe também viu o Aston Martin #27, autor da pole position da LMGT3, abandonar a corrida por problemas no câmbio quando ocupava posição entre os três primeiros colocados. Entre os sete brasileiros presentes no grid, Barrichello obteve o melhor resultado ao terminar em terceiro na LMGT3. Na Hypercar, Pipo Derani abandonou a prova restando aproximadamente seis horas para o encerramento, ao volante do Genesis número 17 da Genesis Magma Racing. Ainda na LMGT3, Augusto Farfus terminou em sétimo com a Team WRT, Custódio Toledo concluiu a disputa em oitavo pela AF Corse e Daniel Serra levou a Kessel Racing à décima colocação. Na LMP2, Pietro Fittipaldi terminou em quarto lugar com a Vector Sport, enquanto Daniel Schneider finalizou a corrida na 15ª posição defendendo a United Autosports. A temporada 2026 do FIA WEC terá sequência entre os dias 10 e 12 de julho com a disputa da Rolex 6 Horas de São Paulo, marcada para o Autódromo de Interlagos. *Foto: Mike Conway, Kamui Kobayashi, Nyck De Vries – Toyota TR010 Hybrid #07(Charly López / DPPI) Carlos Rossi / Red Line Motorsport
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